"Portas abertas"
Lembre-se sempre: Cada hipótese apresentada
por um(a) repórter deve ser
formulada como uma história que possa
ser verdadeira. Ela contém notícias, uma
causa e uma solução. Isso significa que ao
manter a hipótese firmemente em vista, o(a)
repórter manterá seu foco na história, e não
apenas nos fatos.
Os fatos podem ser a base da sua história, mas
eles não contam a história. A história é que conta
os fatos. Ninguém lembra três linhas de uma
agenda de endereços, mas todos se lembram de
uma história sobre cada nome na sua agenda. Ao
enquadrar a sua investigação como uma história
(lembrando que ela pode ser ou não verdadeira)
desde o início, você não somente auxiliará os
seus leitores futuros a se lembrar dela. Você
também auxiliará você mesmo a se lembrar dela.
Acredite no que estamos dizendo, essa é a parte
mais difícil da investigação – lembrar-se da histó-
ria à medida que os fatos vêm se somando.
Dedique o tempo necessário para se tornar um(a)
expert nesse método. Pratique-o todas as vezes
que você investigar. Ele lhe trará sorte e permitirá
que você repita essa sorte.
E agora, vejamos onde podemos encontrar nossas
fontes abertas – ou, como gostamos de chama-las,
“portas abertas”.
Fonte: Manual para Jornalistas Investigativos / imagem (WEB)

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